sexta-feira, Setembro 09, 2005

Ninguém goza um bem que é fonte de preocupações !

"Aquele que melhor goza da riqueza é o que menos necessita da riqueza. Quem necessita de riqueza está em ânsias por ela; ora ninguém goza um bem que é fonte de preocupações. Procura sempre acrescentar-lhe qualquer coisa, e enquanto pensa em aumentá-la, esquece-se de tirar dela partido. Confere as contas, gasta as lages do foro, compulsa os registos dos juros: em vez de dono dos bens, torna-se guarda-livros!"

Séneca, in 'Cartas a Lucílio'

Teoria e Prática

"Toda a teoria deve ser feita para poder ser posta em prática, e toda a prática deve obedecer a uma teoria. Só os espíritos superficiais desligam a teoria da prática, não olhando a que a teoria não é senão uma teoria da prática, e a prática não é senão a prática de uma teoria. Quem não sabe nada dum assunto, e consegue alguma coisa nele por sorte ou acaso, chama «teórico» a quem sabe mais, e, por igual acaso, consegue menos. Quem sabe, mas não sabe aplicar - isto é, quem afinal não sabe, porque não saber aplicar é uma maneira de não saber -, tem rancor a quem aplica por instinto, isto é, sem saber que realmente sabe. Mas, em ambos os casos, para o homem são de espírito e equilibrado de inteligência, há uma separação abusiva. Na vida superior a teoria e a prática completam-se. Foram feitas uma para a outra."

Fernando Pessoa, in 'Palavras iniciais da Revista de Comércio e Contabilidade'

quinta-feira, Setembro 08, 2005

Jornadas de Queijo de Denominação de Origem Protegida

Decorrem, no próximo Sábado, 10 de Setembro, as Jornadas de Queijo de Denominação de Origem Protegida.
Estas Jornadas, promovidas pela ADELIAÇOR, tem como principal objectivo sensibilizar os produtores de queijo locais para a importância da certificação do queijo produzido na Ilha do Pico e, bem assim, da consequente elevação dos padrões de qualidade.
Com início às 15.00 horas no Auditório Municipal das lajes do Pico, serão proferidas várias palestras que incidirão sobre todas as fases de produção, desde a ordenha à colocação no mercado.
As jornadas terminam com uma sessão de degustação de produtos da zona de intervenção da ADELIAÇOR, onde para além dos queijos e vinhos locais, não deverão faltar também o mel e outros produtos tipicamente picoenses.

quarta-feira, Setembro 07, 2005

Provocação

Qual é a semelhança entre mim e o Benfica?
É que eu também ainda não marquei nenhum golo na Super-Liga...

terça-feira, Setembro 06, 2005

Semana Cultural dos Vinhos da Macaronesia


No próximo fim-de-semana, 9, 10 e 11 de Setembro, integrada no programa da Festa das Vindimas, decorrerá, nas instalações da Cooperativa Vitivinícola da Ilha do Pico, a Semana Cultural dos Vinhos da Macaronesia – Arquipélagos da Madeira, Açores, Canárias e Cabo Verde.
A um ritmo de duas palestras por dia, com inicio sempre às 20.00 horas, serão abordados temas relacionados com a produção de vinho, do seu enquadramento enquanto produto turístico, Marketing, e sobre a diferenciação entre consumo local e turístico, das quatro Regiões Autónomas e, também, sobre a Rota de Vinhos do Alentejo. As sessões encerram, todos os dias, com uma prova de vinhos dos quatro Arquipélagos, e de queijos dos Açores.
Esta é uma iniciativa particularmente interessante para os produtores de vinho da nossa Ilha, bem como para todos os que se interessam pelos assuntos relacionados com a produção e consumo de produtos vinícolas, assumindo-se como um forúm privilegiado para a troca de ideias e experiências.

segunda-feira, Setembro 05, 2005

Começar bem!


Era importante começar bem. Começar com o pé direito. Começar com uma vitória.
O Futebol Clube da Madalena iniciou, ontem, Domingo, a sua "aventura" na II Divisão Nacional. Começou bem. Ganhou, e somou três pontos!
Desde o final do jogo, tenho-me deliciado com os multiplos comentários e opiniões que tenho ouvido. Uns gostaram, outros nem por isso, outros, ainda, não gostaram deste ou daquele jogador, ou de uma qualquer decisão técnico-táctica do Treinador. Depois há, também, aqueles que não conseguem gostar de nada... enfim! opiniões para todos os gostos!
Eu, sinceramente, gostei! Gostei muito!
Gostei do público, que afluiu em grande número para apoiar a sua equipa!
Gostei dos novos equipamentos do Futebol Clube da Madalena (a equipa do FCM alinhou com as camisolas do equipamento alternativo que tem a cor do Concelho: amarelo)!
Gostei essencialmente do resultado! Uma vitória, como todos desejavamos!
Era importante começar bem, e o Futebol Clube da Madalena conseguiu-o!
Agora, é altura de olhar o futuro com confiança! É altura de apoiar e incentivar todos os que fazem parte daquele grupo de trabalho, para que possam continuar na senda dos bons resultados!
Os meus sinceros parabéns à equipa técnica, e a todos os jogadores.
O primeiro passo está dado. Agora, com humildade, e confiança no futuro, há que continuar a trabalhar...

Prudência


"O homem prudente não diz tudo quanto pensa, mas pensa tudo quanto diz."

Aristóteles - Grécia Antiga [-384--322]

quinta-feira, Agosto 25, 2005

A Liberdade Nunca é Real

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"Se examinarmos um indivíduo isolado sem o relacionarmos com o que o rodeia, todos os seus actos nos parecem livres. Mas se virmos a mínima relação entre esse homem e quanto o rodeia, as suas relações com o homem que lhe fala, com o livro que lê, com o trabalho que está fazendo, inclusivamente com o ar que respira ou com a luz que banha os objectos à sua roda, verificamos que cada uma dessas circunstâncias exerce influência sobre ele e guia, pelo menos, uma parte da sua actividade. E quantas mais influências destas observamos mais diminui a ideia que fazemos da sua liberdade, aumentando a ideia que fazemos da necessidade a que está submetido.
(...) A gradação da liberdade e da necessidade maiores ou menores depende do lapso de tempo maior ou menor desde a realização do acto até à apreciação desse mesmo acto. Se examino um acto que pratiquei há um minuto em condições quase as mesmas em que me encontro actualmente, esse acto parece-me absolutamente livre. Mas se aprecio um acto realizado há um mês, ao encontrar-me em circunstâncias diferentes, a meu pesar, se não tivesse realizado esse acto, não existiriam muitas coisas inúteis, agradáveis e necessárias que derivam dele. Se me translado com a memória a um acto mais remoto, a um acto de há dez anos ou mesmo mais, então as suas consequências ainda se me apresentarão mais evidentes e ser-me-á difícil representar-me seja o que for, caso aquele acto remoto nunca tivesse existido.
Quanto mais retroceder na minha memória, ou, o que vem a dar na mesma, quanto mais projectar no futuro o meu juízo, tanto mais duvidosos me parecerão os meus raciocínios acerca da liberdade do acto realizado."

Leon Tolstoi, in 'Guerra e Paz'

segunda-feira, Julho 25, 2005

Portal Digital da Madalena

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"Está “on line” a primeira fase do Portal Digital da Madalena, projecto da Câmara Municipal, que se integra na estratégia de comunicação institucional e autárquica estabelecido desde Outubro do ano passado. O Portal, com um “design” estudado pela equipa “Cerebral Sid” (numa clara opção de valorização do “know how” local), pretende ser um ponto de contacto entre madalenenses espalhados pelo mundo, estando orientado no sentido de, por um lado, proporcionar informação actualizada sobre a vida do Concelho, das suas forças vivas, das colectividades e associações, e, por outro, servir os cibernautas com um conjunto de ferramentas de consulta. Neste âmbito, poderão os munícipes encontrar resposta às mais frequentes solicitações, preencher formulários e requerimentos, consultar processos, inquirir os órgãos autárquicos, ter acesso às actas das reuniões do executivo municipal, e, numa fase posterior, efectuar pagamentos “on line” de serviços da responsabilidade do município. A componente de valorização patrimonial e turística, numa perspectiva de promoção do Concelho, está também presente em larga escala, constituindo, mesmo, um dos elementos essenciais do portal. A primeira fase de desenvolvimento do projecto está agora disponível, seguindo-se novas etapas, que incluem o Serviço de Informação Geográfica, e a apresentação de imagens, em tempo real, de zonas centrais da vila da Madalena."

Noticia publicada no Portal Digital da Madalena

quarta-feira, Julho 20, 2005

Santa Maria Madalena 2005

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Decorrem, a partir de amanhã, na Madalena do Pico, as Festas de Santa Maria Madalena.
As Festas maiores do Concelho, tem, este ano, um vasto programa de onde se destacam as actuações de Pedro Abrunhosa, Banda Iris e Fingertips...

quarta-feira, Junho 01, 2005

O Céu é o limite!


Só agora, passados já alguns dias, começo a regressar à terra…
A festa foi grande, entusiástica, emocionante… e merecida!
Fruto de uma conjuntura amplamente favorável, em função dos resultados das outras equipas no fim de semana, foi com grande tranquilidade que o Candelária Sport Clube iniciou o jogo com a sua congénere do Sesimbra. Estava, à partida, assegurado o primeiro lugar na tabela classificativa e, bem assim, assegurado também o direito a discutir com o vencedor da zona norte (que ainda não se sabe quem é) o titulo nacional da segunda divisão.
Mas nem por isso o Candelária encarou o jogo frente ao Sesimbra com displicência. Os jogadores do Candelária entraram tranquilos, é verdade, mas dispostos a fazer um bom jogo de Hóquei em Patins e, acima de tudo, somar mais três pontos. Depois, havia ainda o facto de, em toda a segunda fase, ter sido a equipa do Sesimbra a única que nos tinha imposto uma derrota…

Num jogo que mereceu honras de transmissão televisiva (RTP-Açores), e em que, na bancada, imperou a alegria e a festa desde o primeiro minuto, o Canelaria venceu, e venceu bem, a equipa do Sesimbra por cinco a três.
Para além do enorme simbolismo que tinha este jogo, por ser a consagração da equipa perante os seus adeptos depois de garantida a subida de divisão, e por ser, também, o momento em que se garantiria o primeiro lugar na classificação, há um outro aspecto que não posso deixar de salientar: o regresso do Bruno Matos.
O Bruno ainda não está totalmente recuperado, e debate-se com muitas limitações físicas, mas lá estava ele entre os dez convocados para o jogo que, já todos sabíamos, ia ser de festa. Não saiu do banco durante todo o jogo, é bem verdade, mas estava lá, incondicionalmente ao lado dos seus colegas naquele momento… e quão marcante foi aquele momento!
A Armada Verde, com a alegria que caracteriza as pessoas que a integram, desta vez, superou-se… Grande parte do sucesso desta equipa é também mérito deles, pela forma abnegada e entusiástica com que tem sempre apoiado a equipa.
De parabéns está o Ricardo Santos, que, depois de assumir a direcção técnica da equipa num altura difícil da época, teve o grande mérito de fazer este grupo de homens acreditar que era possível, orientando-os até à vitória.
De parabéns estão, também, todos os atletas e dirigentes do Candelária Sport Clube, por terem tido a capacidade de, todos juntos, serem os protagonistas do momento mais marcante da história do Hóquei em Patins nos Açores.
No final do jogo com o Sesimbra foi, finalmente, a explosão de alegria… Viveram-se momentos de uma felicidade tal, que não é descritível com palavras…
Viva ao Candelária!

Para a história, ficam os nomes dos heróis: Rui Pereira, Ricardo Silva, Ricardo Santos, Jorge Maceda, João Matos, Mauro Fernandez, Paulo Pereira, Bruno Dutra, Bruno Matos, Gustavo Dias, Nuno Cruz, Edgar Pereira, Nuno Faria, Nuno Rodrigues, João Costa, Belmiro Nogueira, e Milton Jorge.

segunda-feira, Maio 23, 2005

Vivó Candelária!

Candelária S. C. na Primeira Divisão

Allez, Candelária, Allez!
Nós somos a tua voz!
Queremos esta vitória,
Vais conquistá-la por nós!

O Candelária Sport Clube garantiu, este fim-de-semana, a subida á primeira Divisão Nacional de Hóquei em Patins, ao vencer a equipa do Alenquer e Benfica, no Continente, por três bolas a duas.
Estão de parabéns todos os que constituem o grupo de trabalho do Candelária.
Importa agora continuar a trabalhar com a mesma determinação e humildade, para lutar pela obtenção do titulo de Campeão Nacional da segunda divisão.

sexta-feira, Maio 20, 2005

Na Blogosfera


"Na verdade, a blogosfera é a mais vibrante das expressões modernas da Ágora ateniense, esse espaço público onde os cidadãos se encontravam para discutir os assuntos que a todos diziam respeito. A blogosfera é mais democrática, mais aberta, mais plural, mais interessante e mais rica do que os espaços de debate da maioria dos meios de comunicação tradicionais, mesmo os famosos fóruns de discussão radiofónicos."

José Manuel Fernandes, no Público em 13-07-2003

quinta-feira, Maio 19, 2005

Blogar


"Blogar é escrever num meio terrivelmente aberto - interactivo, instantâneo, espúrio - a partir de um momento terrivelmente particular - o eu, o ser, a alma. É um lindo fogo posto que salta entre a faísca da intimidade e o incêndio público de todas as coisas."

Miguel Esteves Cardoso, em Julho de 2003

Lei das Compensações I e II


Li e não resisti.
Os textos que abaixo transcrevo foram publicados originalmente por João Miranda no Blasfémias.

"Quando já era óbvio que o Sporting ia perder, um dos comentadores da RTP resolveu consolar os telespectadores dizendo que há vida para além do futebol. Pois há. Para além do futebol há o deficit."

"Alguns países constroem estádios, outros ganham finais."

O Sporting!


No último Sábado o Sporting perdeu com o Benfica, e hipotecou todas as possibilidades que ainda tinha de chegar ao título nacional.
Ontem, em Alvalade, o Sporting voltou a não ter arte nem engenho para levar de vencido o CSKA de Moscovo que, com pragmatismo, venceu por 3 a 1 e conquistou a Taça UEFA.
Enquanto Sportinguista, que apesar de tudo me orgulho de continuar ser, devo confessar que é com alguma tristeza que constato que, mais uma vez, o Sporting volta a não ganhar nada…
Agora, com maior ênfase, mas com a mesma convicção com que o tem dito desde o jogo do Benfica, todos apontam o dedo ao guarda-redes do Sporting, Ricardo, acusando-o de ser um dos principais responsáveis pelas duas derrotas. Acusam-no, concretamente, de ter sido mal batido nos golos sofridos nestes dois jogos.
Decidido a apurar a realidade sobre a culpabilidade do Ricardo nos Golos sofridos pelo Sporting, observei, com toda a atenção, as imagens televisivas dos golos, com todas as repetições de vários ângulos, e, perdoem-me, mas não posso concordar que seja o Ricardo o responsável pelos golos sofridos pelo Sporting, quer frente ao Benfica, quer frente ao CSKA.
Não percebo, sinceramente, como queriam que o Ricardo pudesse ter defendido aquelas bolas.
Ele estava com luvas !!!!

quinta-feira, Maio 12, 2005

Anedota


A vocação deste Blog não tem sido, até hoje, a reprodução de anedotas. Mas, hoje, não resisti. O sentido de oportunidade do autor, a quem não posso fazer justiça por não saber quem seja, é absolutamente notável.

Aqui vai:

"- Preciso de abater uns 2700 sobreiros.
- Já falaste com o teu partido?
- Não. Falei com o teu.
"

Feliz Aniversário

Parabéns Sãozinha!

Um abraço pode dizer tantas coisas
"Tenho saudades"
ou então
"Vou me lembrar de você"
Pode também querer dizer
"Você é muito especial",
ou,
melhor do que tudo,
"Eu amo você".
Um abraço pode muita coisa...

amenizar uma dor,
acalmar um receio,
alegrar a gente,
afastar a tristeza...
Parece quase um milagre

todas as coisas
que um simples abraço pode fazer.

Feliz Aniversário!

Ser Feliz!


"Ser feliz é ter futuro e é dar futuro. Todos pensamos ser felizes e acordamos todos os dias com esse desejo. Mas ser feliz não é uma sorte, nem é ausência de problemas. É viver com sentido, com coragem, construindo o futuro e dando futuro. Isso depende de mim. Era uma vez um homem que corria e corria pela vida... A vida era curta e necessitava de correr muito para gozar muito e ser feliz. E quanto mais corria, mais necessitava de correr! Descobria sempre mais lugares para visitar! Necessitava encontrar tudo e gozar de tudo. Até que um dia, cansado de tanto correr, parou. Então, a felicidade pôde alcançá-lo."

(Padre) Vasco Pinto de Magalhães, in 'Não Há Soluções, Há Caminhos'

quarta-feira, Maio 11, 2005

O Espaço Público


"Vê-se que o espaço público falta cruelmente em Portugal. Quando há diálogo, nunca ou raramente ultrapassa as «opiniões» dos dois sujeitos bem personalizados (cara, nome, estatuto social) que se criticam mutuamente através das crónicas nos jornais respectivos (ou no mesmo jornal).
O «debate» é necessariamente «fulanizado», o que significa que a personalidade social dos interlocutores entra como uma mais-valia de sentido e de verdade no seu discurso. É uma espécie de argumento de autoridade invisível que pesa na discussão: se é X que o diz, com a sua inteligência, a sua cultura, o seu prestígio (de economista, de sociólogo, de catedrático, etc.), então as suas palavras enchem-se de uma força que não teriam se tivessem sido escritas por um x qualquer, desconhecido de todos. Mais: a condição de legitimação de um discurso é a sua passagem pelo plano do prestígio mediático - que, longe de dissolver o sujeito, o reforça e o enquista numa imagem «em carne e osso», subjectivando-o como o melhor, o mais competente, o que realmente merece estar no palco do mundo."

José Gil, in 'Portugal Hoje - O Medo de Existir'

segunda-feira, Maio 09, 2005

Entrevista


Sugerimos a todos quantos gostam de Hóquei em Patins, particularmente àqueles que acompanham a carreira do Candelária Sport Clube, a leitura atenta da entrevista do Treinador, e também Jogador, do Candelária, Ricardo Santos, publicada hoje no HoqueiPT - Blog do Hoquei em Patins.
O hoqueiPT é, porventura, o mais completo e actual Blog português sobre Hoquei em Patins. Leia a entrevista do Treinador do C.S.C. em www.hoqueipt.blogspot.com

"Qué qué isso, óh meu?!"

Morreu Jorge Perestrelo

O jornalista e locutor desportivo morreu sexta-feira vítima de problemas cardíacos.
O último relato de Jorge Perestrelo aconteceu na passada quinta-feira à noite, no jogo da meia-final da Taça UEFA - Sporting-AZ Alkmaar -, que deu o apuramento dos «leões» para a final desta competição, marcada para o próximo dia 18, no Estádio dos sportinguistas, em Lisboa.
No dia seguinte, sexta-feira, o jornalista, de 57 anos, que trabalhava na TSF desde a fundação desta emissora, em 1988, deu entrada no Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa, queixando-se de dores no peito.
Verificou-se que o jornalista apresentava lesões coronárias graves e foi submetido a uma angioplastia, sucumbindo durante a operação.
Jorge Perestrelo nasceu em Angola, e foi naquele país que começou a sua carreira, no Rádio Clube do Lobito.
Ainda em Angola, Perestrelo trabalhou também no Rádio Clube do Mochico e na Rádio Comercial Sá da Bandeira.
Em 1975, foi para o Brasil e dois anos depois regressou a Portugal, onde trabalhou no Rádio Clube Português, Rádio Comercial e na TSF.
Perestrelo distinguiu-se nos relatos desportivos que conduzia, empregando expressões que acabaram por se tornar a sua imagem de marca, como «Ripa na rapaqueca!».


Para quem, como eu, dedicou muitos anos da sua vida à Comunicação Social, especificamente ao mundo da Rádio, Jorge Perestrelo foi, é, e será sempre uma referência incontornável.

Bom Humor


"O bom humor espalha mais felicidade que todas as riquezas do mundo. Vem do hábito de olhar para as coisas com esperança e de esperar o melhor e não o pior."

Alfred Montapert

O Simples e o Complicado


"As pessoas não querem que se lhes dê lições. É por isso que não compreendem agora as coisas mais simples. No dia em que o quiserem, verificar-se-á que são capazes de compreender também as coisas mais complicadas. Até lá, as instruções são: continuar a trabalhar, discutir o menos possível. Com efeito, só poderíamos dizer a um indivíduo: você é um imbecil, a outro: você é um patife, e há boas razões que excluem a realização expressiva de tais convicções. Sabemos, de resto, que estamos diante de pobres diabos, que receiam por um lado chocar, prejudicar as suas carreiras e que, por outro lado, se encontram acorrentados pelo medo do que está recalcado neles próprios. Teremos de esperar que todos eles morram ou se tornem lentamente minoritários. De qualquer maneira, o que acontece de fresco e de novo é a nós que pertence."

Sigmund Freud, in 'As Palavras de Freud'

sexta-feira, Maio 06, 2005

Os Convencidos da Vida


"Todos os dias os encontro. Evito-os. Às vezes sou obrigado a escutá-los, a dialogar com eles. Já não me confrangem. Contam-me vitórias. Querem vencer, querem, convencidos, convencer. Vençam lá, à vontade. Sobretudo, vençam sem me chatear.Mas também os aturo por escrito. No livro, no jornal. Romancistas, poetas, ensaístas, críticos (de cinema, meu Deus, de cinema!). Será que voltaram os polígrafos? Voltaram, pois, e em força.Convencidos da vida há-os, afinal, por toda a parte, em todos (e por todos) os meios. Eles estão convictos da sua excelência, da excelência das suas obras e manobras (as obras justificam as manobras), de que podem ser, se ainda não são, os melhores, os mais em vista.Praticam, uns com os outros, nada de genuinamente indecente: apenas um espelhismo lisonjeador. Além de espectadores, o convencido precisa de irmãos-em-convencimento. Isolado, através de quem poderia continuar a convencer-se, a propagar-se?
(...) No corre-que-corre, o convencido da vida não é um vaidoso à toa. Ele é o vaidoso que quer extrair da sua vaidade, que nunca é gratuita, todo o rendimento possível. Nos negócios, na política, no jornalismo, nas letras, nas artes. É tão capaz de aceitar uma condecoração como de rejeitá-la. Depende do que, na circunstância, ele julgar que lhe será mais útil.Para quem o sabe observar, para quem tem a pachorra de lhe seguir a trajectória, o convencido da vida farta-se de cometer «gaffes». Não importa: o caminho é em frente e para cima. A pior das «gaffes», além daquelas, apenas formais, que decorrem da sua ignorância de certos sinais ou etiquetas de casta, de classe, e que o inculcam como um arrivista, um «parvenu», a pior das «gaffes» é o convencido da vida julgar-se mais hábil manobrador do que qualquer outro.Daí que não seja tão raro como isso ver um convencido da vida fazer plof e descer, liquidado, para as profundas. Se tiver raça, pôr-se-á, imediatamente, a «refaire surface». Cá chegado, ei-lo a retomar, metamorfoseado ou não, o seu propósito de se convencer da vida - da sua, claro - para de novo ser, com toda a plenitude, o convencido da vida que, afinal... sempre foi."

Alexandre O'Neill, in "Uma Coisa em Forma de Assim"

Viva ao Sporting!

Esforço, dedicação, devoção e glória!

quinta-feira, Maio 05, 2005

O(s) Porto(s) Velho(s)


No passado dia 18 de Fevereiro, defendi, neste “Blog”, a importância que entendo ter a preservação dos nossos edifícios históricos, realçando que através dessa preservação estamos, também, a preservar a nossa identidade histórica, aquilo que somos, o que são as nossas origens, e aquilo que pretendemos projectar no futuro.
No dia 1 de Março, voltei a abordar o assunto, propondo, então, uma reflexão sobre o destino que pretendemos dar aos portos e portinhos que grassam um pouco por todo o Concelho, e à importância que tiveram, ao longo dos tempos, no desenvolvimento da Ilha do Pico, considerando que estas infra-estruturas portuárias seculares representam uma herança cultural de superior relevância, e que são monumentos que, pela sua natureza, ao serem contemplados despertam a reflexão, destacando-se no restante tecido urbano, e no conjunto das manifestações populares, por mediarem factos históricos memoráveis.
Concluí esta reflexão afirmando a minha firme convicção de que a recuperação e preservação destes portos, com as suas características originais (tanto quanto é ainda possível), configura a conversão destes espaços históricos em testemunhas que atestam as nossas virtudes ancestrais.
Foi, portanto, com satisfação que constatei que, ontem se tinham iniciado trabalhos de manutenção na zona envolvente ao Porto velho da Madalena. Logo pensei que, finalmente, aquela zona iria ser alvo de uma intervenção profunda. Ingenuidade minha!
Os trabalhos que se iniciaram ontem, e que continuam a decorrer no dia de hoje, são, apenas, pintura de muros e alguns, poucos, arranjos de pormenor. É pouco! Muito pouco!
Dir-se-á que é melhor que nada.
Outros dirão que já é um princípio!
As duas afirmações são verdadeiras, mas, mesmo assim, continua a ser muito pouco!
Há muito que um espaço com a importância histórica, que a tem de facto, do Porto Velho da Madalena, da respectiva rampa de varagem, e da zona envolvente, deveria ter sido alvo de uma requalificação que o dotasse da dignidade que merece ter.
O mesmo se aplica ao Porto da Areia Larga, que está visivelmente danificado em consequência dos últimos temporais que assolaram a Ilha do Pico. E poderia ainda falar, também, do “portinho” do lugar do Pocinho, ou do Porto do Calhau e de toda a sua zona envolvente…
Fica, aqui, mais uma vez, um grito de alerta a quem de direito!

quarta-feira, Maio 04, 2005

Serenidade


"A serenidade não é feita nem de troça nem de narcisismo, é conhecimento supremo e amor, afirmação da realidade, atenção desperta junto à borda dos grandes fundos e de todos os abismos; é uma virtude dos santos e dos cavaleiros, é indestrutível e cresce com a idade e a aproximação da morte. É o segredo da beleza e a verdadeira substância de toda a arte.
O poeta que celebra, na dança dos seus versos, as magnificências e os terrores da vida, o músico que lhes dá os tons de duma pura presença, trazem-nos a luz; aumentam a alegria e a clareza sobre a Terra, mesmo se primeiro nos fazem passar por lágrimas e emoções dolorosas. Talvez o poeta cujos versos nos encantam tenha sido um triste solitário, e o músico um sonhador melancólico: isso não impede que as suas obras participem da serenidade dos deuses e das estrelas. O que eles nos dão, não são mais as suas trevas, a sua dor ou o seu medo, é uma gota de luz pura, de eterna serenidade. Mesmo quando povos inteiros, línguas inteiras, procuram explorar as profundezas cósmicas em mitos, cosmogonias, religiões, o último e supremo termo que poderão atingir é essa serenidade."

Hermann Hesse, in 'O Jogo das Contas de Vidro'

terça-feira, Maio 03, 2005

Entre Oeiras e Torres Vedras!


É sexta-feira, e logo pela manhã fazemo-nos ao mar. O destino é a Ilha do Faial, onde vamos apanhar o avião que nos transportará rumo a mais uma “dupla” jornada no continente Português. Os adversários do fim de semana serão, primeiro, a Associação Desportiva de Oeiras e, depois, a Associação de Educação Física de Torres Vedras.
A viagem decorre com normalidade. Há muito que se tornou uma rotina viajar desta forma, primeiro de barco, depois de táxi, e finalmente de avião…
Já em plena plataforma de embarque, no aeroporto da Horta, reparo no nome do AIRBUS que nos irá transportar, “Natália Correia”. Uma Açoriana que foi figura importante da poesia portuguesa contemporânea, tendo-se destacado ainda como ensaísta e romancista, passando pelo teatro e investigação literária. Natália Correia acabaria por ser, também, uma destacada figura na luta contra o fascismo.
Subo as escadas, ocupo o meu lugar no avião, e recordo, em pensamento, essa grande mulher, considerando de inteira justiça a homenagem que a TAP lhe faz, baptizando um avião com o seu nome.
A viagem decorre sem sobressaltos. Folheio uma revista generalista que comprei no aeroporto, e deparo-me com uma interessante reportagem sobre a discussão, na Assembleia da República, da nova Lei do Aborto. O jornalista dá ênfase à intervenção de Zita Seabra. Mais de duas décadas depois do primeiro debate, em Portugal, sobre a interrupção voluntária da gravidez, em 1982, Zita Seabra está de volta às lides parlamentares. Mas desta feita, já não pela bancada comunista onde militou durante muitos anos, mas sim como eleita pelo PSD.
Momentaneamente, desvio os olhos da revista, e volto a recordar Natália Correia. Ela também participou nesse primeiro debate sobre a interrupção voluntária da gravidez, em 1982, como deputada eleita pelo PSD. Fervorosa defensora do “sim”, num debate “acalorado”, a deputada respondeu a um parlamentar do CDS em verso. O poema do “truca-truca” – é assim que ainda hoje é recordado. João Morgado, deputado do CDS, defendia em intervenção que “o sexo é para procriar”. A Deputada Poetisa, Natália Correia, não lhe perdoou, e de forma directa e satírica, respondeu-lhe em verso:
Já que o coito, diz Morgado
tem como fim cristalino,
preciso e imaculado
fazer menina ou menino
e cada vez que o varão
sexual petisco manduca
temos na procriação
prova de que houve truca-truca,
sendo pai só de um rebento,
lógica é a conclusão
de que o viril instrumento
só usou – parca ração! – uma vez
.”
Ao fim de quase duas horas e meia, finalmente, aterramos em Lisboa. Passam poucos minutos das quatro da tarde, e é hora de descansar um pouco. O primeiro jogo será em Oeiras, às nove da noite.
Depois de um merecido e retemperador descanso, a equipa parte em direcção a Oeiras. O ambiente é bom. Toda a equipa está confiante num bom resultado, apesar de consciente das enormes dificuldades que o Oeiras nos poderá colocar, especialmente por jogar no seu terreno.
Finalmente, às nove da noite, começa o jogo. A equipa do Oeiras, a jogar em casa, começa o jogo como se esperava, a pressionar e a tentar assumir as despesas do jogo. Por seu lado, o Candelária acaba por não entrar tão bem no jogo… mas rapidamente se recompõe!
O Oeiras é a primeira equipa a marcar…
O tempo passa, e o jogo vai decorrendo de uma forma um pouco estranha. Os jogadores da casa, incentivados pelo seu treinador, Jorge Vicente, Açoriano natural de Santa Maria, e ex-seleccionador Nacional, recorrem constantemente à falta para travar os homens do Candelária.
As únicas palavras que ouvem do Banco do Oeiras para dentro do Campo são “Faz falta pah… não o deixes jogar, faz falta! … é assim mesmo, empurra-o…”
É absolutamente inacreditável, ainda mais por vir de alguém como Jorge Vicente…
A dupla de arbitragem acaba por ser conivente com este tipo de jogo, não sancionando os jogadores prevaricadores disciplinarmente e, dessa forma, permitindo que o jogo se torne violento!
O jogo aproxima-se do fim e o resultado é um empate a dois golos… empate que manterá até ao apito final! A haver um vencedor, com justiça, seria certamente o Candelária, mas o empate prevalece.
Porém, o pior estava ainda para acontecer. A poucos segundos (não mais de 20) do final encontro, quando se isolava em direcção à baliza do Oeiras, o Mauro é brutalmente “ceifado” por um adversário, caindo de forma desamparada e violenta… Os árbitros nem falta marcaram, muito menos sancionaram o jogador do Oeiras por jogo violento. Uma vergonha!
Os segundos finais esgotam-se rapidamente… o Mauro continua caído no rinque, não se mexe. Quando chegamos junto dele constatamos que tem dores fortes na zona cervical, e que não se consegue mover.
Entretanto entram no campo os Bombeiros que se encontravam de serviço ao jogo que, rapidamente, prestam os primeiros cuidados ao “nosso Argentino”. Vivem-se momentos de grande preocupação.
O Clemente e a Mónica, são assim que se chamam o Paramédico e a Bombeira Voluntária que assistem o Mauro, com um cuidado e competência inatacáveis, imobilizam o jogador, num processo que, pela suspeita de uma lesão cervical, é naturalmente demorado.
Inacreditavelmente, enquanto é prestada a assistência médica ao Mauro, os Árbitros discutem, ali em pleno rinque, à frente de todos, o que deverão escrever no relatório. Um deles está visivelmente perturbado com a situação que se vive à volta do jogador do Candelária. O outro, mais “eléctrico”, quiçá também movido pelo nervosismo, esforça-se, com argumentos contraditórios e inacreditáveis, em “ensaiar” o colega sobre aquilo que deverá escrever no Relatório do Jogo. Repete constantemente as mesmas palavras sem sentido, mas o colega só passados longos minutos consegue esboçar uma reacção, pedindo às pessoas que entretanto tinham entrado no rinque para o abandonarem, permitindo logo de seguida que voltem a entrar…
Entretanto, passados longos minutos, o Mauro está completamente imobilizado. Puseram-lhe um colete cervical (julgo que é assim que se diz), e depois de colocado na maca, num movimento sincronizado em que também eu participo, é transportado para a ambulância que o transporta ao Hospital de São Francisco Xavier. A viagem é longa e demorada. A ambulância segue em marcha muito lenta, de forma a evitar qualquer movimento brusco que pudesse por em causa a débil integridade física do Mauro, naquele momento.
Depois de observado no Hospital, e de completar uma “bateria” de exames de diagnóstico, chega-se finalmente à conclusão de que efectivamente o jogador do Candelária tem um problema na Coluna Cervical, um problema congénito que nunca antes havia sido detectado, e que, em função da pancada violenta de que foi alvo, terá provocado a incapacidade de movimentos momentânea que sofreu o Mauro. O veredicto final do Ortopedista é tranquilizador. O problema que o Mauro tem na coluna não é grave, nem impeditivo da prática desportiva, pelo que, para além de muito dorido, o atleta está bem e pode regressar ao Hotel para junto da equipa, que o aguarda com ansiedade.
Não posso deixar de realçar o desempenho da Mónica e do Clemente, os bombeiros, que, mesmo estando de serviço à mais de 24 horas, foram incansáveis nos cuidados prestados ao nosso atleta, ainda no Pavilhão, na Ambulância a caminho do Hospital, e depois já no Hospital, de onde saíram só quando se teve a certeza de que tudo estava bem com o Mauro.
Uma palavra também, muito especial, para os profissionais de saúde do Hospital de São Francisco Xavier, que estavam de serviço naquela noite, pela forma como assistiram o Mauro. Foram um exemplo de profissionalismo e cordialidade, numa atitude a todos os níveis louvável, e que deveria constituir referência para muitas outras unidades de saúde deste País.
Uma palavra de apoio e incentivo para a Manuela, a “cara metade” do Mauro, que o acompanhou em todos os momentos, vivendo-os sob uma enorme pressão e ansiedade. E, também, o meu sincero agradecimento aos Pais do Ricardo Silva que nos acompanharam ao Hospital, e depois de regresso ao Hotel, tentando sempre, numa atitude sábia, transmitir calma e serenidade.
No Sábado, depois de uma retemperadora noite de sono, tudo estava mais calmo. Todos estávamos mais tranquilos. O Mauro, apesar de ainda muito combalido mostrava-se determinado a participar no jogo dessa tarde em Torres Vedras, o que nos deixava felizes, pois era essa a melhor indicação que ele estava efectivamente recuperado.
O dia passou-se com normalidade. Rapidamente chegou a hora de partir em direcção a Torres Vedras a fim de disputar o segundo jogo do fim-de-semana.
O adversário era a Física de Torres. Mais um jogo muito difícil.
Mas os homens do Candelária não se deixaram intimidar e, mesmo cansados do jogo da noite anterior, foram capazes de produzir mais um excelente jogo de Hóquei em Patins, levando de vencido o seu adversário por quatro a um.
No final, a satisfação era enorme. Estava ultrapassado um fim-de-semana muito difícil e pleno de emoções, com um resultado muito positivo.
Estão de parabéns os grandes homens que constituem o grupo de trabalho do Candelária Sport Clube, pela forma como encaram mais estes dois jogos, e pelos resultados obtidos.
Agora é tempo de descansar um pouco… Todos vão gozar uns dias de folga, voltando ao trabalho na próxima quinta-feira. No próximo fim-de-semana o CSC não joga, pelo que o regresso à competição só acontecerá no Sábado, dia 14 de Maio, no Pico, frente à equipa do Sesimbra.

quinta-feira, Abril 28, 2005

Dilema!

g

Ortografia


Em resposta aos ‘e-mails’ e/ou comentários que (raramente… muito raramente) recebo por causa de erros ‘hortográficos’ (imaginários) n’O Ser e o Nada, faço minhas as palavras do heterónimo de Fernando Pessoa, Álvaro Campos:

"Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e erróneo nesta terra?”

terça-feira, Abril 26, 2005

As nossas convicções!


"Desde que nos propomos emitir uma verdade de acordo com as nossas convicções damos logo a impressão de fazer retórica. Que espécie de prestidigitação vem a ser essa? Como é que nos nossos dias não poucas verdades, proferidas que sejam, por vezes, mesmo em tom patético, imediatamente ganham aspectos retóricos? Porque é que na nossa época cada vez há mais necessidade, quando pretendemos dizer a verdade, de recorrer ao humor, à ironia, à sátira? Porquê adoçar a verdade como se se tratasse de uma pílula amarga? Porquê envolver as nossas convicções num misto de altiva indiferença, digamos, de desprezo para com o público? Numa palavra, porquê certo ar de pícara condescendência? Em nossa opinião, o homem de bem não tem de envergonhar-se das suas convicções, ainda mesmo que estas transpareçam sob a forma retórica, sobretudo se está certo delas."

Fiodor Dostoievski, in 'Diário de um Escritor'

Com convicção!


O Candelária Sport Clube já convenceu toda a gente. Está confiante e tem qualidade e ambição para poder ser campeão.
Já ninguém tira ao Candelária um lugar na história deste campeonato. Mas isso já é manifestamente pouco para esta equipa. A demonstração de confiança, de qualidade e de ambição que deu no último Sábado justifica plenamente que o Candelária ocupe o lugar cimeiro da classificação e, bem assim, ambicione um lugar entre os que disputam o escalão maior do Hóquei patinado português.

Com a vitória frente ao Nafarros (por sete a quatro), o Candelária consolidou o primeiro lugar na tabela classificativa, mantendo uma vantagem de dois pontos sobre o segundo classificado.
Apesar do enorme valor que reconhecemos a todos os adversários, e do respeito que nos merecem, assumimos com convicção o desejo de, não só subir de divisão, como também de sermos Campeões Nacionais da segunda divisão!
Quem vê em acção esta equipa, mais do que ficar rendido, fica absolutamente convencido.

Ser Livre!


"É mais difícil ser livre do que puxar a uma carroça. Isto é tão evidente que receio ofender-vos. Porque puxar uma carroça é ser puxado por ela pela razão de haver ordens para puxar, ou haver carroça para ser puxada. Ou ser mesmo um passatempo passar o tempo puxando. Mas ser livre é inventar a razão de tudo sem haver absolutamente razão nenhuma para nada. É ser senhor total de si quando se é senhoreado. É darmo-nos inteiramente sem nos darmos absolutamente nada. É ser-se o mesmo, sendo-se outro. É ser-se sem se ser. Assim, pois, tudo é complicado outra vez. É mesmo possível que sofra aqui e ali de um pouco de engasgamento. Mas só a estupidez se não engasga, ó meritíssimos, na sua forma de ser quadrúpede, como vós o deveis saber."

Vergílio Ferreira, in 'Nítido Nulo'

sexta-feira, Abril 22, 2005

Foi há 31 anos... (5)

25 de Abril de 74

Foi há 31 anos... (4)

25 de Abril de 74

Anos mais tarde, a propósito dos acontecimentos no Largo do Carmo no dia 25 de Abril de 1974, em entrevista a um órgão de comunicação social, o Capitão Salgueiro Maia recorda, com emoção, o ambiente que se viveu naquele dia:
«No Carmo, ao chegar houve desde senhoras a abrir portas e janelas para colocar os homens nas posições dominantes sobre o Quartel, até ao simples espectador que enrouquecia a cantar o Hino Nacional. O ambiente que lá se viveu não tem descrição, pois foi de tal maneira belo que depois dele nada de mais digno pode acontecer na vida de uma pessoa».

Foi há 31 anos... (3)

25 de Abril de 74

Foi há 31 anos... (2)

25 de Abril de 74

Às 4,26 o Rádio Clube Português emite o primeiro comunicado. Joaquim Furtado lê pausada e solenemente:
«Aqui posto de comando do Movimento das Forças Armadas.
As Forças Armadas portuguesas apelam a todos os habitantes da cidade de Lisboa no sentido de recolherem a suas casas, nas quais se devem conservar com a máxima calma. Esperamos sinceramente que a gravidade da hora que vivemos não seja tristemente assinalada por qualquer acidente pessoal, para o que apelamos para o bom senso dos comandos das forças militarizadas, no sentido de serem evitados quaisquer confrontos com as Forças Armadas. Tal confronto, além de desnecessário, só poderá conduzir a sérios prejuízos individuais que enlutariam e criariam divisões entre os Portugueses, o que há que evitar a todo o custo. Não obstante a expressa preocupação de não fazer correr a mínima gota de sangue de qualquer português, apelamos para o espírito cívico e profissional da classe médica, esperando a sua acorrência aos hospitais, a fim de prestar a sua eventual colaboração, que se deseja, sinceramente, desnecessária
».

Foi há 31 anos... (1)

25 de Abril de 74

Corridas em Patins


Decorre, hoje e amanhã, 22 e 23 de Abril, no Patinódromo Internacional da Madalena do Pico, o Campeonato Açoriano de Corridas em Patins, na categoria de Juniores.
Participam as equipas da Casa do Povo do Cabo da Praia, Clube Desportivo Ribeirense e Casa do Povo da Madalena.
As provas tem inicio, hoje, Sexta-feira, às 20.00 horas. Amanhã, Sábado, começarão às 10.00 horas.

As bases da Sociedade


"Politicamente falando, não há mais do que um princípio - a soberania do homem sobre si mesmo. Essa soberania de mim e sobre mim chama-se Liberdade. Onde duas ou mais destas soberanias se associam principia o Estado. Nesta asssociação, porém, não se dá abdicação de qualidade nenhuma. Cada soberania concede certa quantidade de si mesma para formar o direito comum, quantidade que não é maior para uns do que para os outros. Esta identidade de concessão que cada um faz a todos chama-se Igualdade. O direito comum não é mais do que a protecção de todos dividida pelo direito de cada um. Esta protecção de todos sobre cada um chama-se Fraternidade. O ponto de intersecção de todas estas soberanias que se agregam chama-se Sociedade.
Ora, sendo essa intersecção uma junção, por consequência esse ponto é um nó. Daqui vem o que nós chamamos laço social. Dizem alguns «contrato social», o que vem a ser o mesmo, visto que a palavra contrato é etimologicamanete formada com a ideia de laço. Vejamos agora o que é a igualdade, pois se a liberdade é o cume, a igualdade é a base. A igualdade, cidadãos, não é o nivelamento de toda a vegetação; uma sociedade de grandes cânulas de erva e pequenos carvalhos; um tecido de invejas; é, civilmente, a admissão de todas as aptidões; politicamente, o mesmo peso para todos os votos."


Victor Hugo, in 'Os Miseráveis'

Coisas que se dizem! (21)


"Nós gostamos de dizer mal pelas costas e bem pela frente. Nós gostamos de ser amigos de toda a gente e de não gostar de ninguém. Nós gostamos de ser manhosos e, passe a palavra (...), gostamos de ser merdosos. E eu não gosto disso. É um lado da alma portuguesa que me irrita profundamente."

José Miguel Júdice no 'Diário de Noticias' em 2005-04-22

Dia Mundial do Livro

23 de Abril - Sábado

Numa época caracterizada pela globalização das redes electrónicas e televisivas, o livro constitui um instrumento excepcional para a expressão das identidades culturais. A sua projecção é um factor decisivo para a promoção da diversidade cultural.
Hoje mais do que nunca, o livro permanece, sob as suas diversas formas, das mais tradicionais às mais inovadoras, um meio insubstituível de informação, de reflexão critica e de educação.
Em 23 de Abril de 1616 faleceram Cervantes, Shakespeare e Garcilaso de la Vega. Também no dia 23 de Abril nasceram ou morreram outros escritores famosos como Maurice Druon, K. Laxness, Vladimir Nabokov, Josep Pla e Manuel Mejía Vallejo.
Foi o enorme simbolismo desta data para a literatura universal o motivo da sua escolha pela UNESCO para prestar uma homenagem mundial ao livro e aos seus autores.
A ideia desta celebração instituída pela UNESCO em 1955 iniciou-se na Catalunha, Espanha, onde, no Dia de São Jorge, 23 de Abril é tradição entregar, como oferta, uma rosa com cada livro vendido.

quinta-feira, Abril 21, 2005

Uma questão de atitude!


Enquanto vagueava, ao acaso, pela Internet, descobri num “site” brasileiro, o texto que, abaixo, reproduzo textualmente. É uma reflexão curiosa, e emocionante, sobre a forma como devemos encarar a vida.
Os autores, quer do texto, quer do próprio “site”, não estavam identificados.

«Jerry era o tipo de pessoa que você adoraria detestar.
Ele estava sempre de bom humor e sempre tinha alguma coisa positiva pra dizer.
Quando alguém lhe perguntava como ia, ele respondia: Melhor do que estou, só se fosse dois!
Ele era um gerente ímpar porque tinha vários garçons que o seguiam para qualquer restaurante que fosse. Os garçons acompanhavam Jerry por causa de sua atitude. Ele era um motivador nato.
Se um empregado estava num dia ruim, Jerry lhe mostrava como olhar para o lado positivo da situação.
Observando seu estilo, fiquei muito curioso. Então, um dia, procurei pelo Jerry e lhe disse: - "Não consigo entender isso! Não dá para ser uma pessoa positiva o tempo todo. Como você faz isso?"
Jerry respondeu: - "Cada manhã eu acordo e digo para mim mesmo: Jerry, você tem duas escolhas hoje:
Você pode optar por passar o dia bem humorado ou mal humorado. Eu escolho passar bem humorado.
Cada vez que algo ruim acontece, posso escolher entre ser vítima ou aprender com a nova situação. Eu escolho aprender.
Cada vez que alguém vem se queixar, eu posso escolher entre aceitar a reclamação ou mostrar o lado positivo da vida. Eu escolho mostrar o lado positivo da vida."
- OK, está certo, mas não é assim tão fácil, eu protestei.
- "É sim, Jerry disse: A vida é toda feita de escolhas. Quando você elimina todo o lixo, cada situação se torna uma escolha. Você escolhe como reagir em cada situação. Você escolhe como as pessoas vão afetar seu humor. Você escolhe se vai estar de bom ou mau humor. O cerne da questão é: Como viver sua vida é, única e exclusivamente, escolha sua."
Passei a refletir sobre o que o Jerry havia dito. Logo depois disso, saí do ramo de restaurantes para iniciar meu próprio negócio. Perdemos contato mas, freqüentemente, eu pensava nele quando tinha uma escolha a fazer na vida, em vez de reagir. Muitos anos mais tarde, soube que Jerry havia cometido um erro que jamais deve ser cometido num restaurante: certa manhã ele esqueceu a porta dos fundos aberta e foi surpreendido com um cano de revólver na cabeça e três ladrões armados. Tentando abrir o cofre, as mãos de Jerry tremeram de nervoso, deixando escapar a combinação. Os bandidos entraram em pânico e atiraram.
Felizmente Jerry foi encontrado a tempo de ser rapidamente levado ao hospital. Depois de 18 horas de cirurgia e semanas de tratamento intensivo, Jerry recebeu alta, ainda com fragmentos de bala em seu corpo.
Encontrei-o aproximadamente 6 meses após o acidente. Quando lhe perguntei como estava, ele respondeu: "Melhor do que estou, só se eu fosse dois! Quer ver minhas cicatrizes?" Preferi não ver, mas perguntei o que passou pela sua cabeça no momento do assalto.
- "A primeira coisa que pensei foi que deveria ter trancado a porta dos fundos", Jerry respondeu. "Depois, deitado no chão, lembrei que eu tinha duas escolhas:Podia escolher viver, ou escolher morrer. Escolhi viver".
- Você não estava assustado? Você desmaiou? perguntei.
Jerry continuou: - "Os paramédicos foram ótimos. Eles não paravam de dizer que eu ia ficar bom. Mas quando eles me levaram para o centro cirúrgico, vi as expressões nos rostos dos médicos e das enfermeiras, e aí fiquei realmente assustado. Eu podia ler em seus olhos 'Ele é um homem morto!' Eu sabia que tinha que agir rápido."
- O que você fez? Perguntei.
- "Bem, havia uma enfermeira enorme, me fazendo perguntas," disse Jerry. "Ela perguntou se eu era alérgico a alguma coisa. Sim, repondi. Os médicos e enfermeiras pararam de trabalhar e ficaram esperando pela minha resposta. Respirei profundamente e gritei: a balas!. Num tom mais alto que suas risadas eu lhes disse:
- "Estou escolhendo viver! Operem-me como a um vivo e não a um morto."
Jerry viveu graças (a Deus, claro, e) à habilidade dos médicos, mas também por causa de sua incrível atitude. Com ele aprendi que a cada dia temos a escolha de viver plenamente.
Tenha atitudes positivas, viva com fé e otimismo, e a vida vai ter outro brilho para você.»

TAP no Pico!

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Eram 19.22 horas quando o Airbus A319, Josefa D’Óbidos, aterrou no Aeroporto do Pico...
Pilotado pelo Comandante Almeida Carvalho, o avião da TAP, que demorou praticamente três horas a efectuar a viagem desde Lisboa, transportava 82 passageiros.
Está, definitivamente, aberto um novo horizonte para as gentes do Pico!

quarta-feira, Abril 20, 2005

Coisas que se dizem! (20)


"Antigamente os melhores políticos lideravam a opinião pública. Agora os que têm ambições políticas limitam-se a segui-la."

Fernando Sobral no 'Jornal de Negócios'

A voar para o Pico!

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terça-feira, Abril 19, 2005

No avião!


Pelo menos uma vez por mês, e ás vezes até duas, lá vamos nós…
São duas horas e meia até Lisboa, e dois dias depois as mesmas duas horinhas e meia, de regresso à Horta!
Eu, até, nem desgosto de voar. Quando era criança alimentava o sonho de um dia poder ser piloto de aviões (enfim… sonhos de crianças!).
Porém, convenhamos que, é aborrecido.
Ao fim das primeiras viagens, rapidamente fiquei cansado de ver descritos os mesmos processos de emergência, vezes e vezes sem conta, sem nunca os poder pôr em prática! É uma autêntica tortura mostrarem-me aqueles coletes amarelos “que estão debaixo do assento”, as janelas, sobre as asas, que se transformam em portas, e as engraçadas mangueiras de emergência e nunca nos deixarem brincar com estes “artefactos high-tech”! Para quê descer as enfadonhas escadinhas quando se pode escorregar tubo abaixo como num “Aquaparque”? (pelo menos o desembarque seria bem mais engraçado, muito mais radical. E quem quisesse podia continuar a recorrer às escadinhas.)

Tudo isto muda quando jogo ao Flight Simulator. Experimento as simulações no computador, escolhendo o mesmo tipo de avião e as mesmas rotas comerciais. Não resisto a simular avarias, aterragens falhadas, padrões de voo quando há excesso de tráfego, mau tempo, fuga de combustível em pleno oceano etc.
Isso faz com que ache profundamente enfadonho um voo normal, daqueles em que se dorme, se vêem uns “vídeos” de fraca qualidade, e se comem aquelas “porcarias” plastificadas e depois aterra-se e pronto, acabou.
Não raras vezes ainda se ouvem “palminhas” para o piloto que nem as merece porque se limitou a voar entre dois aeroportos equipados com ILS e demais equipamentos para aterragens assistidas por instrumentos, em que basta carregar em 2 botões que o avião faz praticamente tudo. Só têm de estacionar e dar a moedinha aos arrumadores que por lá andam, de coletes alaranjados, com aquelas “baguetes” fluorescentes nas mãos. Já vi cerca de quatro arrumadores desses em Stª Apolónia pois, segundo me disseram, os pilotos são bastante sovinas com as gorjetas e “ali ganha-se mais”.
Eu riscava-lhes o avião para eles aprenderem.

Fico mesmo irritado com as “palminhas” para os pilotos, depois das aterragens. Ás vezes são mesmo ovações entusiásticas, como que se os destinatários dessas palmas tivessem acabado de cometer um acto heróico. Então não é esse o trabalho deles? Não é, também, para fazer aterrar o avião que os pilotos ganham ordenados milionários?
Eles nem precisam de mapas, têm GPS e é tudo automático ehh “palminhas” para o piloto que teve menos trabalho, precisou de menos perícia e correu menos perigo que um qualquer taxista em Lisboa.

Amanhã, quarta-feira (que raio de dia tinham eles que escolher…), a TAP voa pela primeira vez para o Aeroporto do Pico, se as condições meteorológicas o permitirem!

segunda-feira, Abril 18, 2005

Um Sábado engraçado...


Sábado foi o dia em que o Candelária venceu a Salesiana por seis a cinco. Foi o dia em que a equipa somou mais três pontos, importantes na prossecução dos objectivos do Clube. Foi, também, o dia em que, o Candelária, em função dos resultados da jornada, consolidou o primeiro lugar da tabela classificativa, passando a ser líder isolado.
São, todos, motivos que nos permitirão recordar este dia com alegria. Mas este Sábado, independentemente dos motivos que já citei, será, também, recordado por ter sido o dia em que o “nosso” Bruno Matos regressou ao Pico!
O Bruno ainda não pode jogar, nem o poderá fazer tão cedo, pois o processo de recuperação, da intervenção cirúrgica de que foi alvo, será longo. Mas mais importante que isso, neste momento, é a forma como, o Bruno, tem sabido lidar com o momento adverso que vive. Ele sabe, e acredita, que, a cada dia que passa, o regresso fica mais perto.
A força de vontade e, sobretudo, a alegria com que tem encarado cada etapa da sua recuperação fazem dele um exemplo para todos os desportistas!
À partida para este Candelária – Salesiana, sabíamos que não contávamos com o Bruno Matos (pelos motivos conhecidos), nem com o Ricardo Silva que, fruto da lesão contraída em Turquel, continua com o “braço ao peito” e, bem assim, impossibilitado de dar o seu contributo à equipa (esperamos, sinceramente, que possa voltar aos treinos durante esta semana). Porém, estavam de regresso à equipa o João Matos, que havia cumprido dois jogos de suspensão, e o Paulo Pereira, depois de longa ausência por motivos de ordem profissional.
Sabíamos que os “Salesianos” seriam um osso duro de roer, quer pela experiência adquirida com os confrontos entre as duas equipas na época passada, quer pela carreira que vinham fazendo esta época, mas, mesmo assim, o objectivo era vencer.
Porém, o jogo não começou muito bem. Com uma equipa jovem e muito combativa, a Salesiana foi a primeira a marcar, logo no início do jogo, ficando a vencer por um a zero.
O Candelária, por seu lado, apesar de não ter tido uma noite brilhante, conseguiu a pouco e pouco, não só dar a volta ao resultado (ao intervalo já vencia por dois a um), como, com plena justiça, ir ampliando o resultado até ao seis a dois.
Depois, quando todos já pensávamos que a história do jogo estava ditada, e talvez até fruto de alguma descontracção dos jogadores do Candelária, a Salesiana marcou mais três golos, reduzindo a diferença para a margem mínima, os seis a cinco com que terminou o encontro.
Não foi, como já referi, uma noite brilhante… Mas, com realismo, conseguiu-se o mais importante, a vitória no jogo e os consequentes três pontos.
A “Armada Verde” esteve, como sempre, do primeiro ao último minuto, incansável no apoio à sua equipa.

Em jeito de conclusão, e relativamente ao jogo, diria que este Sábado foi um dia engraçado… Já vivemos Sábados gloriosos e, também, Sábados menos bem conseguidos… Mas, este Sábado, que até proporcionou momentos de alguma emotividade, acabou por ser, apenas, engraçado!

sexta-feira, Abril 15, 2005

Musica Açoriana


No âmbito do lançamento de um CD de Música Tradicional Açoriana, realiza-se hoje, sexta-feira, pelas 21.30 horas, na Sociedade de Geografia de Lisboa, um Concerto pelo Coro Ricercare, com a participação da Orquestra Sinfonietta de Lisboa, sob a direcção de Pedro Teixeira e Vasco Pearce de Azevedo.
O programa do concerto será, maioritariamente, constituído por temas populares Açorianos – Rema, Bela Aurora, Chamarrita, Pezinho, Saudade, Meu Bem, e várias outras. Serão também interpretados alguns temas populares Portugueses de outras zonas do País.
A entrada é livre.
Infelizmente, por estar no Pico, não poderei assistir…

quinta-feira, Abril 14, 2005

Abrem-se novos horizontes!

No próximo dia 20 de Abril, Quarta-feira, a TAP escalará o Aeroporto do Pico pela primeira vez.
É com agrado que registo este facto e, com maior agrado ainda que, constato que as reservas, para a primeira viagem para a Ilha do Pico, estão, praticamente, esgotadas.
Está definitivamente “instituída” a Gateway do Pico.
Importa, porém, salientar que o processo que conduziu ao início das viagens não foi, está longe de o ser, pacífico. Foram muitos os avanços e recuos.
Desde logo, o adiamento do inicio das viagens, que estavam previstas logo para o inicio de 2005, por motivos de ordem operacional.
Terá sido, aliás, este adiamento, o pólo catalizador de todas as polémicas (umas mais que outras) que se seguiram.
A propósito deste adiamento, e dos motivos que a ele terão obrigado, permitiu-se o Senhor Director do Jornal Diário Insular, da Ilha Terceira, a determinada altura, tecer algumas considerações, no Editorial do Jornal que dirige, que suscitaram reacções de revolta e indignação nos meios Picoenses, e, consequentemente, vários esclarecimentos do mesmo Senhor (diga-se que sem qualquer outro sentido que não tenha sido alimentar a polémica). A verdade é que, propositadamente ou não (quero acreditar que foi apenas uma escolha de palavras pouco feliz), o Senhor Director do Jornal Diário Insular colocou em causa a dignidade das gentes do Pico, tendo-lhe faltado, depois, a humildade suficiente para reconhecer que o Editorial de que havia sido autor tinha sido, no mínimo, infeliz. Jamais poderei conceber que alguém desta Ilha do Pico, mesmo que desprovido de qualquer bom senso, pudesse defender que as viagens se realizassem sem estarem asseguradas as condições mínimas de segurança.
Mas vários outros aspectos constituíram, e nalguns casos continuam a constituir, factor de preocupação. No centro dessa preocupação está, naturalmente, a nova gare de passageiros e carga, que tarda em estar concluída, e as infra-estruturas da nova torre de controlo.
Outro aspecto que continua na ordem do dia, relativamente a este assunto, é o dia - quarta-feira – em que se realizarão as viagens. Importa saber se esta decisão terá tido por base um estudo, devidamente fundamentado, que tenha apontado, claramente, a quarta-feira como o dia em que mais probabilidades existirão de aquela viagem vir a ser rentável, e bem assim, satisfazer plenamente as necessidades de transporte aéreo da população da Ilha do Pico. Se de facto existe este estudo, então, à muito deveria ter sido tornado público. Se não existe, então a escolha das quartas-feiras, ou de qualquer outro dia, poderá vir a revelar-se, a médio prazo, desajustada face às reais necessidades da Ilha, quer em termos de transporte de pessoas, quer em termos de transporte de carga.
O transporte de carga é, aliás, a mais recente polémica à volta deste assunto. De acordo com um “post” publicado no “Blog” do meu, querido, amigo David Borges, a TAP ainda não aceita reservas de carga para as viagens de e para o Pico. Espero, sinceramente, que esta recusa da TAP seja temporária, e que, a muito breve prazo, os comerciantes locais possam usufruir em toda a sua plenitude, das condições que ora se criaram para o transporte de carga.
Fazendo votos de que as obras nas diversas infra-estruturas do Aeroporto do Pico possam estar concluídas em breve, importa agora salientar a importância que esta ligação directa com Lisboa tem, e terá, para a nossa Ilha.
O momento é de satisfação pelo início das ligações aéreas regulares com a Capital e, faço votos, que num futuro próximo essas ligações possam vir a ser aumentadas.
Está aberto um novo horizonte para as gentes do Pico!

quarta-feira, Abril 13, 2005

Saber manter a calma!


"Aquele que mantém a calma diante de todas as adversidades da vida mostra simplesmente ter conhecimento de quão imensos e múltiplos são os seus possíveis males, motivo pelo qual ele considera o mal presente uma parte muito pequena daquilo que lhe poderia advir: e, inversamente, quem sabe desse facto e reflecte sobre ele nunca perderá a calma."

Arthur Schopenhauer, in 'A Arte de Ser Feliz'

segunda-feira, Abril 11, 2005

Parabéns Madalena!

a


Imagem de abertura do "site" do Futebol Clube da Madalena
www.fcmadalena.com

Viva ao Pico!


O Futebol Clube da Madalena é campeão da Série Açores da III Divisão Nacional.
Esta classificação dever-lhe-ia conceder o direito a militar, na próxima temporada, no escalão imediatamente superior da competição: a segunda divisão B. Porém, ainda não é certo que assim aconteça devido à regra que impõe limitações ao número de equipas Açorianas que militam naquele escalão.
Desta forma, pelo menos uma das três equipas Açorianas que actualmente participam no Campeonato Nacional da segunda divisão B, teria de ser despromovida directamente para o Futebol Clube da Madalena ter entrada directa naquela competição. Se tal não acontecer, a equipa da Madalena do Pico terá de disputar uma “liguilha” com a equipa Açoriana menos bem classificada naquele campeonato, onde se decidirá qual das duas jogará o próximo campeonato da segunda divisão.
São as injustiças do Regulamento!

O Vitória Futebol Clube venceu, na Cidade da Horta, o Fayal Sport Clube, sagrando-se campeão da Associação de Futebol da Horta e, bem assim, ganhando o direito a disputar, na próxima época, a Série Açores da III Divisão Nacional.

O Candelária Sport Clube venceu este fim-de-semana em Turquel (jogo a que faço referência no “post” precedente), mantendo o primeiro lugar da classificação, na sua zona, no Campeonato Nacional da Segunda Divisão (os dois primeiro classificados desta zona ganham o direito a participar, na próxima época, no Campeonato Nacional da Primeira Divisão Nacional).

A Ilha do Pico está em grande no panorama desportivo Nacional!
Citei apenas os três exemplos mais recentes do sucesso desportivo “Picaroto”, mas poderia aqui, também, como forma de ilustrar a frase “A Ilha do Pico está em grande no panorama desportivo Nacional!”, fazer referência ao sucesso que tem tido os nossos Atletas nos Campeonatos Nacionais e Internacionais de Corridas em Patins, ou falar-vos da carreira das equipas de Voleibol do Ribeirense, ou ainda dos sucessos do Ténis de Mesa Picoense… e depois, ainda, poderia falar da Corrida dos Reis, que se realizou no inicio do ano, e do Torneio de Hóquei em Patins, de âmbito Internacional, que se realizará na Ilha do Pico!

VIVA AO PICO!

Chegar, Ver e Vencer!


É Sábado e estamos de partida. A viagem promete ser rápida, pois o regresso é logo no dia seguinte, Domingo.
Como sempre são várias as etapas até ao destino final: primeiro de barco, depois de avião, e finalmente de autocarro. São muitas horas de viagem até ao destino Turquel, com apenas uma paragem, de pouco menos de duas horas, para um lanche e uns minutos de descanso.
A viagem, apesar de longa e cansativa, decorre com toda a normalidade. Há muito que se tornou um hábito fazer viagens assim…
Estão ausentes o João Matos (que cumpre o seu último jogo de castigo) e o Bruno Matos (que continua a recuperar da operação cirúrgica a que foi submetido). Mas apesar de ausentes fisicamente transportamo-los connosco, no nosso coração.
Quem também está ausente nesta viagem a Turquel, é o nosso amigo, companheiro de aventuras e desventuras, e repórter da Rádio Pico, Jorge Terra. Motivos que se prendem com a inauguração das instalações da Filarmónica União e Progresso Madalense obrigam a que permaneça no Pico. O Jornalista que nos acompanha é o Carlos Goulart, que também é um velho conhecido do grupo.
Chegados a Turquel, ali ao pé de Alcobaça, é hora de descomprimir um pouco, relaxar uns minutinhos, poucos, pois logo depois a concentração terá de ser máxima. O jogo em Turquel é importante, e não se prevê que possa ser fácil.
O “XIXA” – Jorge Maceda – é a imagem da felicidade à chegada a Turquel, esperam-no a mulher e as duas “filhotas”, que atravessaram metade do País para poderem estar juntos. As duas crianças disputam o colo do Pai. Vivem-se instantes de emotividade e de muita alegria!

Estão presentes, também, mais algumas caras conhecidas: a "namorada" do Mauro, que não perde um jogo, e os Pais do Ricardo Silva, que também não perdem uma oportunidade de matar saudades do filho.
A hora do jogo aproxima-se rapidamente. Do outro lado está um adversário que nos merece o maior respeito. Um adversário temível quando joga no seu terreno.
Mas esta equipa do Candelária à muito se habituou a ambientes adversos e adversários complicados. A confiança é elevada!
Os árbitros são velhos conhecidos… enfim, os Árbitros… não me apetece falar de árbitros!
O encontro começa com o Candelária a impor o seu jogo, a jogar bom hóquei e a dominar a partida. As oportunidades de golo sucedem-se, e a superioridade do Candelária é notória. Ao intervalo a vitória por um a zero só peca por escassa.
No intervalo recuperam-se forças e antevê-se uma segunda parte difícil.
Na etapa complementar do desafio, o Turquel, logo nos minutos iniciais, consegue empatar o jogo. As emoções estão ao rubro! O jogo está vivo e emotivo!
Mas o Candelária não “abana”, continua a mandar no jogo e, com justiça, acaba por fazer mais dois golos, fixando o resultado final em três a um.
Está ultrapassado mais um desafio. Mais uma vitória conseguida!
Nunca antes o Candelária havia conseguido vencer em Turquel!
Foram três pontos importante que mantém a equipa no topo da Classificação.
O ambiente era, obviamente de alegria e satisfação.
Durante todo o jogo foram vários os contactos mantidos com o nosso “Bruninho” que, apesar de distante fez questão de acompanhar todas as incidências do jogo, deixando sempre, a cada contacto, a cada “sms” uma mensagem de incentivo para os seus colegas.
Deste jogo resulta, porém, mais uma preocupação para o futuro próximo. O Ricardo Silva é alvo de uma pancada violenta de um adversário e, lesionado e com dores, é obrigado a ver grande parte do jogo do banco de suplentes. Observado no Hospital depois do jogo, e já acompanhado pelos Pais, que fazem questão de acompanhar a carreira do filho, foi-lhe diagnosticada uma lesão no ombro que, em princípio, e salvo melhor apreciação, impedirá, em principio, o Ricardo de competir durante algumas semanas.
Quero aqui, desde já, desejar ao Ricardo Silva rápidas melhoras, e fazer votos de que rapidamente possa estar de volta à competição.
Desejos de felicidades, e de uma boa recuperação, também, para o Bruno Matos que continua o seu longo processo de recuperação.

No próximo fim de semana será a vez da Juventude Salesiana, no Pavilhão da Escola Cardeal Costa Nunes.